Imaginação no elevador….

 

Saí de uma reunião que nem louca para pegar o elevador – estava farta daquela vida difícil de diretora de marketing, isto me sugava a cada dia, eu estava precisando desesperadamente de algo para aliviar minha tensão rotineira.

Eu apertei o botão do elevador e fiquei observando a minúscula tela da TV com as noticias do dia, bla, bla, bla, mais tragédia, morte, sangue, crise… Sério se dependesse das novidades do jornal para sair na rua, ficaria trancafiada em casa.

A porta se abriu e me deparei com um homem, digamos bem másculo, moreno, alto, engravatado, provocante, olhos negros que arrepiaram a minha pele por inteira.

– Boa noite.

– Boa noite, ele num tom grave, uauhh , um homem sexy e irresistível para saciar as minhas necessidades, que disparate.

Eu me posicionei e o fiquei observando, enlouquecedor, na minha atual situação, nem chocolate aplaca minhas reais necessidades fisiológicas. Minha imaginação começou a esvoaçar.

Ele olharia para mim e numa tentação irresistível colocaria seus lábios contra os meus, ah e eu….bem…eu retribuiria, numa profunda e deliciosa gota de desejo, nossas língua formariam um par e minhas pernas estariam tão bambas como picolé num dia quente. Ele, este homem estranho e sexy prenderia-me com seu corpo.

Eu ia ficar imóvel e seus lábios…. Oh, meu deus sua boca ia direto….hum, para meu pescoço, estremecida, eu ia ceder a seus desejos, por que não, ando tão…bem terrivelmente estressada, ele ia subir minhas saias e poderia sentir suas mãos suaves sobre minha coxas, ah…..seus adoráveis dedos subindo pela minha pele….demais.

Acordei do meu sonho particular quando ouvi o celular do gato ao lado.

– Alô, querido, deixa que eu passo no supermercado, beijos vejo-o mais tarde

Querido, oh, oh meu deus…será?

– Sua esposa, disse sorrindo.

– Na verdade é meu marido, estamos juntos há dois anos.

– Parabéns, eu também sou casada, disfarcei meus dedos para que não percebesse.

A porta do elevador se abriu e lá estava eu, estática, perplexa.

– Até mais, ele acenou-me

-Até

Quem diria o pecado de mau caminho, era apenas uma doce ilusão de elevador, ui não sou seu tipo ou melhor, tendo curva estou bem longe do ideal do moreno.

Saí do elevador e olho para a porta de vidro do prédio, ui São Paulo, que me aguarda, noite enlouquecedora, homem bonito na cama, não nada disso, pijamas e o chocolate, ah, chocolate, bem pelos menos tenho algo para saciar meus desejos, vale um do que nenhum, mais um tablete.

Viciada em chocolate, mais um tablete.

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